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Dia Internacional dos Arquivos: memória, direitos e futuro

A SEGIB celebra, através do trabalho do Iberarquivos, todas as iniciativas que contribuíram para preservar a memória coletiva da região e para reforçar os direitos dos seus cidadãos.

No âmbito do Dia Internacional dos Arquivos, que se celebra hoje e que este ano se assinala sob o lema “Arquivos para a justiça: direitos, memória e futuros”, a SEGIB reafirma o seu compromisso com a preservação do património documental e com o direito dos povos a conhecer a sua história.

Os arquivos são memória viva. São a garantia de que os direitos não são esquecidos, de que as histórias dos povos perduram e de que as sociedades podem construir futuros mais justos a partir da verdade do seu passado. Com esta convicção, o Iberarquivos financiou, ao longo dos seus quase 30 anos de trajetória, mais de 1.500 projetos no Chile, Uruguai, México, Argentina, Colômbia, Espanha, Portugal e muitos outros países, promovendo o acesso, a conservação e a difusão do património documental ibero-americano.

Preservar a memória para um futuro mais justo

Em relação ao lema escolhido pelos profissionais de arquivística deste ano, “Arquivos para a justiça: direitos, memória e futuros”, o programa de cooperação cultural ibero-americano recorda este ano o projeto de classificação, organização, conservação preventiva, digitalização e difusão do fundo Pós-1973 do Arquivo Víctor Jara, vencedor da convocatória de 2020.

Este fundo reúne materiais inéditos e, em muitos casos, únicos sobre a solidariedade internacional com o Chile. Grande parte destes documentos — ligados ao Estádio Víctor Jara, antigo centro de detenção, tortura e execução — foi preservada por Joan Jara e pelas suas filhas durante os anos de exílio e, posteriormente, após o seu regresso ao país.

Nessa mesma linha, outro exemplo emblemático do impacto do Iberarquivos é o projeto do Uruguai que conseguiu recuperar mais de 1.200 rolos de microfilme com documentação sobre o Plano Condor, proveniente do Ministério da Defesa da época da ditadura.

Em 2019, quando se detetou o deterioro conhecido como “síndrome do vinagre” nos rolos, foi apresentado o projeto com o objetivo de travar o dano e preservar um acervo de enorme valor probatório. Este material contém informação que serve de apoio tanto aos trabalhos de investigação histórica como aos procedimentos judiciais ligados à reparação ou restituição das vítimas.