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Mulheres na economia de plataformas: desafios e oportunidades na Ibero-América

O estudo “Mulheres na economia de plataformas: desafios e oportunidades na Ibero-América”, elaborado pela Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela ONU Mulheres, analisa como as mulheres participam neste setor emergente e quais são as principais desigualdades e oportunidades que enfrentam.

Participação feminina nas plataformas digitais

O relatório examina tanto as plataformas baseadas em localização — como transporte, entregas ou serviços de cuidados — quanto as plataformas de trabalho online, que permitem prestar serviços à distância para um mercado global. Nessas últimas, estima-se que 8,3 milhões de pessoas trabalhem na região, das quais 2,8 milhões são mulheres.

Embora estas plataformas possam ampliar o acesso ao emprego e oferecer maior flexibilidade, o estudo mostra que a participação feminina continua marcada por desigualdades estruturais.

Desigualdades de rendimento e desafios laborais

As mulheres tendem a concentrar-se em tarefas pior remuneradas e realizam menos encomendas mensais do que os homens. Como resultado, o rendimento semanal médio em plataformas online é de 35,2 dólares para as mulheres, face a 58,3 dólares para os homens.

Estas diferenças estão relacionadas com vários fatores, entre os quais a menor presença feminina em áreas tecnológicas, desigualdades em competências digitais e domínio do inglês, bem como a carga desproporcionada de responsabilidades de cuidado. A isto somam-se desafios como a falta de proteção social, a insegurança económica derivada da irregularidade das tarefas e, em alguns casos, riscos de violência ou assédio.

Rumo a uma economia digital mais inclusiva

O estudo conclui com recomendações para avançar para uma economia de plataformas mais justa e inclusiva, entre as quais reduzir as desigualdades digitais de género, promover a transparência nos sistemas algorítmicos, fortalecer a proteção social e fomentar o diálogo social com a participação das mulheres trabalhadoras.

Resumo executivo